
Há algo na experiência humana que busca se expressar — mesmo quando ainda não encontrou palavras.
Na análise, o trabalho se sustenta nesse movimento: entre o que se vive, o que se repete e o que pode, com o tempo, tornar-se dizível.
O trabalho analítico
A psicanálise clínica é uma prática sustentada por uma tradição teórica e por um campo de investigação voltado ao inconsciente.
No setting analítico, a fala não é tomada apenas pelo que se diz, mas também pelo que se revela em suas formações, deslocamentos e sentidos.
Não se trata de oferecer respostas prontas, mas de possibilitar a construção de uma relação mais consciente com aquilo que se vive.
Minha formação em psicogerontologia orienta o trabalho com pacientes em processo de envelhecimento, considerando as particularidades desse tempo e as formas específicas de relação que ele convoca.
Esse campo pede atenção às formas de dizer e ao modo como o vínculo se estabelece — sobretudo diante das resistências que podem surgir. Nesse percurso, a psicanálise pode oferecer um espaço de elaboração, favorecendo um movimento de maior apaziguamento.
Em alguns casos, o encontro presencial se faz possível, especialmente quando envolve pacientes e familiares.

“O inconsciente é estruturado como uma linguagem.”
Jacques Lacan

